Pesquisas

Quem se beneficia da devastação da Amazônia


A pesquisa Quem se beneficia com a devastação da Amazônia fez um amplo levantamento sobre a cadeia produtiva dos produtos florestais retirados de forma predatória. Durante nove meses, percorremos 12 mil quilômetros para identificar de onde sai e para onde vai o fluxo econômico da devastação florestal. Realizada pela Papel Social em parceria com a ONG Repórter Brasil e financiada pelo Fórum Amazônia Sustentável e pelo Movimento Nossa São Paulo, a pesquisa identificou os elos de uma corrente perversa, que começa no interior da floresta e termina na casa de consumidores em todos os continentes.

A pesquisa motivou a criação dos pactos setoriais da carne, da soja e da madeira: grandes empresas assinaram documentos em que se comprometem a seguir uma série de regras de controle da cadeia produtiva.
Baixe aqui o PDF da pesquisa.

 

 

DEVASTAÇÃO S/A

A segunda parte dessa pesquisa, intitulada Devastação S/A, financiada pelo Instituto Observatório Social, mostrou como funciona a exportação de madeira retirada de forma predatória e “esquentada” por esquemas de corrupção. Após a publicação desses dados, as maiores empresas de madeira da Europa se comprometeram a mudar a forma como compram o produto no Brasil, ampliando o controle dos fornecedores. A pesquisa denunciou madeireiras que operavam ilegalmente, funcionários públicos corruptos e grupos empresariais ligados direta ou indiretamente a esquemas criminosos que faziam parte da base do processo de devastação da Floresta Amazônica. A madeira oriunda de empresas que desmatavam ia parar na casa de consumidores de todos os continentes, da América do Norte à Ásia, da Europa à Oceania. Em dezenas de países, o que era retirado ilegalmente da floresta tornava-se matéria prima na construção civil e em diversos ramos da indústria. A derrubada clandestina, o beneficiamento e o comércio de uma árvore seguiam conhecidas rotas de ilegalidades e crimes ambientais, fiscais e trabalhistas. Diversas organizações da sociedade civil ligadas à proteção do meio ambiente e órgãos do governo admitiram que boa parte da madeira originária da Amazônia era retirada de forma ilegal e sofria um processo de “esquentamento” até chegar ao consumidor final.

Devastação S/A recebeu dois prêmios: Prêmio Esso de Jornalismo – honra ao mérito na categoria Informação Científica, Tecnológica e Ecológica, e Prêmio Fiema de Jornalismo Ambiental. Baixe aqui a revista do Observatório Social.


Conheça os resultados desta pesquisa:


A pesquisa Quem se beneficia com a devastação da Amazônia fez um amplo levantamento sobre a cadeia produtiva dos produtos retirados da floresta de forma predatória. Após a publicação dos dados, as maiores empresas de madeira da Europa se comprometeram a mudar a forma como compram o produto no Brasil, ampliando o controle sobre os fornecedores.

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