Pesquisas

Celas de Sofrimento


O processo de negociação que levou a BRF a assumir o compromisso de abolir, em 12 anos, as celas de gestação utilizadas na produção de carne suína foi precedido de uma pesquisa da Papel Social que foi a campo investigar o método de confinamento que trazia sofrimento extremos a esses animais.

O Brasil ainda tem métodos bastante cruéis de produção de carne e, assim como outros animais, os suínos também são submetidos a verdadeiras torturas. Confinadas em gaiolas de ferro, onde mal podem se mexer, as porcas reprodutoras têm uma existência marcada pela dor e pelo sofrimento. São cerca de 1,7 milhões de porcas, em diversas regiões brasileiras, que vivem em um sistema de confinamento ultrapassado, extremamente cruel, já proibido em mais de 30 países ao redor do mundo e abolido por diversas grandes empresas, que não admitem o sofrimento extremo de animais em suas cadeias produtivas.

Criada em 2009, mediante a fusão da Sadia e da Perdigão, a BRF é uma gigante mundial do setor de alimentos, com exportações para mais de 110 países. Seu lucro líquido anual,em 2013, foi de R$ 1,1 bilhão.

Atualmente, a BRF ainda mantém cerca de 350 mil porcas reprodutoras em regime de celas de gestação.

As porcas passam praticamente toda a vida em pequenas gaiolas, não conseguem se movimentar e são o tempo todo inseminadas para produzir mais e mais leitões. Vivem uma condição de vida brutal, que gera distúrbios psicológicos e maior predisposição a males físicos que causam dor, como infecções urinárias e manqueiras. Essa realidade é idêntica na cadeia produtiva das demais empresas, dentre elas a JBS/Seara, maior empresa de proteína animal no mundo e segundo maior produtor de suínos no Brasil, que ainda não anunciou qualquer mudança relacionada ao sofrimento extremo das porcas reprodutoras.

São essas porcas, que vivem em situação de sofrimento extremo, que geram os leitões de engorda, ou seja, a carne suína que é comprada no supermercado.

O fim do sofrimento extremo na cadeia produtiva da carne suína da BRF é um importante passo para abolir, no Brasil, esse sistema de produção cruel e arcaico.

A segunda maior produtora, a JBS, dona da Seara, continua produzindo carne de porco através do confinamento das porcas reprodutoras em celas de gestação.

*Os dados informados nesta pesquisa são referentes à apuração feita em 2014.


Conheça os resultados desta pesquisa:


Em parceria com o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal (FNPDA), a Papel Social realizou uma incansável campanha de negociação, junto a maior produtora de carne suína do Brasil, a BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão. O objetivo era acabar com as gaiolas de ferro que geravam um sofrimento extremo aos animais utilizados na produção de carne suína. Após seis meses de negociação, BRF/Sadia comprometeu-se a abolir as celas de gestação utilizadas na cadeia produtiva da carne suína. A empresa pediu 12 anos para se adequar.

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